Lá e de volta outra vez

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Amor tá indo aonde?

– Vou sair pra comprar cigarros…

Então, saí pra comprar cigarros, sumi, arrasei o projeto de vida de vocês, mas estou de volta. 

Nesse ano além de ter abandonado o blog aconteceram muitas coisas, primeiramente estive viajando pela Itália e depois quando voltei tinha tantas coisas para resolver e fazer aqui no Rio de Janeiro que nem tivesse tempo para postar no blog. Estava no meu último período da faculdade e isso foi há um ano atrás e ainda não me formei, foi um ano agitado estágio da Licenciatura e monografia, além disso terminei meu namoro, comecei outro namoro e agora já não sei mais… Mas estou de volta com o blog! Incentivo da chará Lygia do blog Lycats :)

Queria falar algo sobre viagem, não só sobre essa última que eu fiz, mas como toda e qualquer viagem: talvez não exista no mundo melhor sensação do que viajar para voltar. Sabe como diria o Gil em Back in Bahia: “Como se ter ido fosse necessário para voltar”. Talvez nada se compare com a emoção de ver a Baía de Guanabara se aproximando, é de longe que a gente vê: O Rio de Janeiro continua sendo…

praça do comércio, lisboa

praça do comércio, lisboa

 

Sou da teoria que existe em todo viajante uma sensação muito profunda de pertencimento. Essa minha última viagem não me fez somente conhecer outras cidades, mas dessa vez conheci um pouco mais do meu país, da minha cidade! “Como assim Stavale, você não foi de novo pra Europa?” Sim, mas conhecer Portugal (infelizmente conheci só Lisboa <3) e conhecer a Itália é entender porque somos como somos. Lisboa é um espelho do Rio de Janeiro, a identificação, a semelhança é imediata, a Praça do Comércio é o que a Praça XV deveria ter sido, o calçamento português não te faz cair do salto, é tão perfeitinho que até brilha. Andar pelas ruas do Rossio, Chiado, Alfama, Bairro Alto estamos caminhando pelo Centro do Rio e Santa Teresa. Mas tem algo diferente, algo bem diferente, não só a organização, não só isso, mas o povo! O povo português é muito parecido fisicamente conosco, mas não tanto em sua personalidade. Para mim foi quando cheguei a Itália que entendi quem realmente colonizou o Brasil… foram os italianos!

o vaporetto em veneza.

o vaporetto em veneza.

 

A Itália é um Brasil com Renascença, Idade Média e Antiguidade! Os italianos são extremamente parecidos conosco, na parte boa e na ruim. São receptivos, alegres, festeiros, mas também abusadinhos, malandreados. Não posso falar aqui “esse aeroporto está parecendo uma rodoviária”, mas quando saltei na estação central de Napoli para pegar a circumvesuviana até Sorrento, era a “Novo Rio”, aquela sensação que vão te assaltar. A linda paisagem litorânea até me lembrou o Rio, a cista para Vesúvio dava um quê de Baía de Guanabara. O transporte público é engraçado, não é ruim, mas é visivelmente inferior de qualidade do resto da Europa que eu conheci e o preço era caro. Viajei em julho do ano passado, no ritmo dos protestos aqui no Brasil pelo aumento das passagens, cheguei lá já falando “fazer uma manifestação aqui”. O preço do vaporetto em Veneza por exemplo era tão ridículo que me fez pensar “nunca mais reclamo do Rio”. Em compensação as coisas boas da vida continuam baratas como no resto da Europa, leia-se cerveja e chocolate kinder. Na Italia as coisas não funcionavam assim tão bem, talvez isso tenha sido o que mais me lembrou o Brasil, minha mãe teve que fazer uso de emergência de hospital em Roma que fez a UPA parecer um paraíso na terra. Mas, apesar dos problemas, o povo continua alegre, feliz e prepotente, as paisagens continuam lindas e a Italia continua sendo… Talvez isso que tenha me lembrado tanto o meu Rio.

vista de santa teresa, rio de janeiro

vista de santa teresa, rio de janeiro

Com este singelo post, reinauguro meu blog! Vamos continuar falando de tudo aqui, viagem, cabelo, fotografia, música, arte, etc… Então sejam bem vindos!

Beijos

Anna Stavale

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